Conheça mais sobre o Coronavírus!

Funcionários de saúde medem temperatura corporal de passageiros que chegam da cidade de Wuhan ao aeroporto de Pequim, em 22 de janeiro, em meio ao surto de coronavírus na China — Foto: AP Foto Emily Wang
O número de mortes devido ao coronavírus na China aumentou para 25, com 835 casos confirmados e 1.072 suspeitas, segundo informações da agência estatal CGTN divulgadas na noite desta quinta-feira (23). O Ministro da Saúde do Japão confirmou o segundo caso no país - um homem de 40 anos de Wuhan, cidade mais afetada, que visitava Tóquio. A agência de notícias da Coreia do Sul "Yonhap" também noticiou mais uma infecção.

No Brasil, o Ministério da Saúde descartou cinco casos suspeitos. Segundo a pasta, os casos "não se enquadram na definição de caso suspeito da Organização Mundial da Saúde (OMS)".

Qual a origem do vírus?
22 de janeiro de 2020  - Trabalhadores produzem máscaras em uma fábrica em Handan, na província de Hebei, no norte da China. País proibiu trens e aviões de deixar Wuhan, epicentro do surto de coronavírus. — Foto: STR / AFP
O novo vírus é apontado como uma variação da família coronavírus. Os primeiros coronavírus foram encontrados em meados da década de 1960, de acordo com o Ministério da Saúde.

A variação que está infectando diversas pessoas na China e em outros 6 países é conhecida tecnicamente como 2019-nCoV. Ainda não está claro como ocorreu a mutação que permitiu o surgimento desse novo vírus.

Outras variações mais antigas do coronavírus, como SARS-CoV e MERSCoV, são conhecidas pelos cientistas. Essas variações foram transmitidas entre gatos e humanos e entre dromedários e humanos, respectivamente.

Onde surgiram os primeiros casos?
Raio X do novo coronavírus — Foto: Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1
Raio X do novo corona vírus - Foto: Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1
A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu o primeiro alerta para a doença em 31 de dezembro de 2019, depois que as autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan, metrópole chinesa com 11 milhões de habitantes, sétima maior cidade da China e a número 42 do mundo. O tamanho é comparável com a cidade de São Paulo, que tem mais de 12 milhões de habitantes.

Essa epidemia estava atingindo pessoas que tiveram alguma associação a um mercado de frutos do mar em Wuhan - o que despertou a suspeita de que a transmissão desta variação do coronavírus ocorreu entre animais marinhos e humanos. O mercado foi fechado para limpeza e desinfecção.

Qual animal foi responsável pela transmissão do coronavírus?
Cobra chinesa (Bungarus multicinctus) que pode ter carregado a nova cepa do coronavírus — Foto: LiCheng Shih/CCBY2.0
Cobra chinesa (Bungarus multicinctus) que pode ter carregado a nova cepa do coronavírus - Foto: LiCheng Shih/CCBY2.0
Ainda não se sabe qual foi o animal responsável nem como ele transmitiu a doença para os humanos, e nem mesmo se o novo vírus está associado a animais marinhos. No entanto, uma pesquisa de cientistas chineses diz que a hipótese mais provável é que o animal seja uma cobra.

Onde estão as infecções?
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Até a manhã desta quinta-feira (23), foram registrados casos na China e em outros oito países: Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan, Coreia do Sul, Vietnã, Singapura e Arábia Saudita.

Na China, até quinta-feira, havia registro da doença em ao menos 14 localidades: Liaoning, Tianjin, Shandong, Pequim, Hubei, Chongquing, Sichuan, Hunan, Yunnan, Macau, Guangdong, Jiangxi, Zheijang e Wuhan.

Há ainda casos suspeitos em Hong Kong, nas Filipinas e na Austrália. No Brasil, cinco casos suspeitos foram descartados pelo Ministério da Saúde.

Onde ocorreu a primeira morte?

Na China, em 9 de janeiro. Um chinês de 61 anos foi a primeira vítima. O paciente foi hospitalizado com dificuldades de respiração e pneumonia grave, e morreu após uma parada cardíaca. Naquele momento, 41 pessoas já haviam se infectado.

Que medidas foram adotadas para evitar a proliferação do vírus?
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Ao menos três localidades chinesas suspenderam a circulação do transporte público, uma medida para tentar evitar que o vírus se espalhe. Todas estão na província de Hubei.

Wuhan - considerada o epicentro da transmissão do vírus - foi a primeira localidade a adotar a medida protetiva, nesta quarta-feira (22).

Nesta quinta-feira (23), outras duas cidades vizinhas a Wuhan - Huanggang e Ezhou - seguiram a mesma recomendação e suspenderam a circulação de trens.

Pequim cancelou as comemorações do Ano Novo Chinês e suspendeu a entrada de turistas. As festividades, que seguem o calendário lunar, começariam nesta sexta-feira (24) e durariam uma semana.

Fora da China, os Estados Unidos anunciam procedimentos de detecção do vírus em três importantes aeroportos do país, incluindo um em Nova York em 17 de janeiro. Além dos EUA, aeroportos da Turquia, na Rússia e na Austrália passaram a utilizar monitores infravermelhos para identificar possíveis casos da doença. O aeroporto de Heathrow, em Londres, separou um terminal só para os viajantes que chegam de regiões afastadas já afetadas pelo vírus.

Como ocorre a transmissão do vírus?
Em Wuhan, cidade chinesa onde o surto começou, autoridades checam a temperatura de todos os passageiros que deixam o país - Stringer/Reuters/Foto de arquivo
A transmissão de pessoa para pessoa foi "provada", admitiu o cientista chinês Zong Nanshan à rede estatal CCTV em 20 de janeiro.

O que ainda precisa ser esclarecido, de acordo com o infectologista Leonardo Weissmann, é a capacidade de transmissão.

"O vírus é da mesma família dos coronavírus, mas, por ser novo, não se sabe quão contagioso ele é. Sabemos só que as pessoas foram até o mercado da China. Mas qual é o nível de contágio? Pode ser só via aérea, secreções?" - Leonardo Weissmann, infectologista.
Weissman lembrou o caso do sarampo. Apesar de ser um vírus diferente, os cientistas sabem que um paciente pode transmitir até outras 20 pessoas, o que o torna um vírus bastante contagioso.

Sobre o 2019-nCoV, não há ainda uma estatística do tipo, nem taxa de letalidade prevista pelos cientistas.

Outro ponto que devemos esclarecer está relacionado ao perfil dos pacientes. Os idosos geralmente são mais suscetíveis a casos mais graves por infecções do influenza, como o H1N1. Ainda não está claro se isso se repete entre as pessoas infectadas pelo 2019-nCoV. No caso da febre amarela, por exemplo, os homens são os mais afetados nas infecções do Brasil. Os médicos ainda precisam traçar um perfil do paciente com o novo coronavírus.

Quais são os sintomas do vírus?
Ciclo do novo coronavírus - transmissão e sintomas — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1
Ciclo do novo coronavírus - transmissão e sintomas - Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1

Foram identificados sintomas como febre, tosse, dificuldades para respirar e falta de ar. Em casos mais graves, há registro de pneumonia, insuficiência renal e síndrome respiratória aguda grave.

É um vírus temporário ou permanente?
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Não tem uma resposta definida ainda. Alguns vírus, como o da catapora, não voltam a causar a doença novamente após uma primeira infecção.

No caso do vírus da zika, por exemplo, o corpo responde e a mesma pessoa não passa a ser afetada novamente, o que gera uma redução natural no número de casos.

A ciência ainda precisa estudar se o 2019-nCoV gera uma resposta imune definitiva ou se uma pessoa pode ser infectada mais de uma vez.

Há vacina para o coronavírus?
Ainda não há vacina disponível. A Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) - grupo internacional para o controle de doenças - anunciou um fundo para apoiar três programas de desenvolvimento de vacinas contra o 2019-nCoV, o novo coronavírus. A Rússia também informou que busca uma vacina para o vírus.

Qual é o status de transmissão do vírus entre países?
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Uma comissão foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para debater a gravidade do surto e a sua capacidade de disseminação internacional. Neste quarta-feira (22), os integrantes informaram que precisam de mais informações. Uma nova reunião foi marcada para esta quinta (23) para entender se o caso é uma nova emergência de saúde pública de interesse internacional.

Até o momento, esse tipo de alerta ocorreu apenas em casos raros de epidemias que exigem uma vigorosa resposta, como a gripe suína H1N1 (2009), o zika vírus (2016) e a febre ebola, que devastou parte da população da África Ocidental de 2014 a 2016 e ainda atinge a República democrática do Congo desde 2018.

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Via: G1G1.
Imagens: G1TudoCelularG1UOLEL PAÍSJovem Pan.

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